Você já viu o Filme Mad Max, Estrada da Fúria

Mad Max, Estrada da Fúria merece ser visto

Hoje eu vim falar de filme! o/ Como fazia um bom tempinho que não vinha fazer alguma crítica de filme por aqui (não por falta de bons filmes assistidos, mas por falta de tempo mesmo) resolvi voltar com a colunaFilme em Foco em grande estilo! Hoje vim falar para vocês de Mad Max, Estrada da Fúria. Ok, Ok, sei que estão falando bastante deste filme, e eu até pensei em não trazer minha crítica para vocês, mas olha, de verdade, estão falando tanto e tão bem por ótimos motivos.

mad max fury road poster
mad max fury road poster

Para quem assistiu os três filmes de George Miller, deve sentir uma baita de uma nostalgia ao ouvir o nomeMad Max, pelo menos é o que acontece comigo. Cresci assistindo aos filmes da franquia, por causa dos meus pais, e adoro! Vamos relembrar: o primeiro Mad Max, de 1979, trouxe uma história pesada sobre uma sociedade em decadência onde gangues perigosas se espalhavam pelas estradas, as dominando e levando caos por onde passavam. Em 1981, temos Mad Max 2, onde conferimos um mundo totalmente pós-apocalíptico, em um mundo violento onde a sobrevivência é uma luta diária, assim como a disputa por recursos – em foco o combustível. Em Mad Max 3 – Além da Cúpula do Trovão, de 1985, ♪♩ We don’t need another hero | We don’t need to know the way home ♪♩ (haha, se você leu cantando, parabéns! Você deve lembrar do filme por causa da música da Tina Tuner) vemos um pouco do brilho dos filmes anteriores se perder e a história ganhar rumos um tanto cômicos e não muito convincentes.

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Seja como for, é indiscutível o quando estes filmes foram icônicos e importantes na época. Quando pensamos em Mad Max o que nos vem logo em mente? Um mundo dominado pela loucura, dominado por quem tem mais recursos e pela sobrevivência. Mad Max marcou uma geração, não há como negar. E, claro, pensamos em Mel Gibson. Como imaginar Mad Max sem ele no papel de Max? Confesso que chega a ser praticamente impossível conceber uma sequência sem ele como protagonista do filme. Então você me pergunta: Mas vale a pena assistir Mad Max, Estrada da Fúria sem Mel Gibson? É um bom filme? Eis que lhe respondo a pergunta!

Primeiro tenha em mente que este filme não é um remake nem um reboot, ok? O que foi uma ótima jogada de George Miller. Tenho certeza que uma regravação de um filme tão icônico não seria uma boa pedida, sendo que o primeiro filme – na minha opinião, o melhor dos filmes da franquia de 80 – é incrivelmente fantástico. Depois do grande sucesso da trilogia da década de 80, George Miller por muito tempo ansiou por uma continuação. Muitos projetos foram arquitetados, sem sequer saírem do papel. Devido à grandes contratempos a produção do quarto filme da franquia – que inicialmente contaria com Mel Gibson – ficou para depois e só após décadas é que as filmagens foram iniciadas, com um rosto totalmente novo no papel de Max: Tom Hardy, com Charlize Theron (adoro) também participando do elenco com um papel de grande destaque. Arriscadíssimo uma sequencia com um rosto totalmente novo, concordam?

Agora, depois de 30 anos de hiato, como recuperar o sucesso e a velha glória de Mad Max? Com um filme maravilhosamente bem dirigido e uma história alucinante, claro! Esta é uma história inédita, e uma ótima sequência. Mas é mais que isso, é, sem dúvidas, o melhor filme sob o nome Mad Max. Não é à toa que está sendo considerado o melhor filme de ação do ano, pois sim, traz o melhor de tudo o que há na série de filmes Mad Max, como também traz sequencias deliciosamente insanas de tirar o fôlego!

No meio disso tudo temos Max (Tom Hardy) um homem atormentado pelo passado, que vive apenas para sobreviver, dia após dia, acreditando também ser melhor estar sozinho e não depender de ninguém. Depois de ser capturado pelos insanos Garotos de Guerra, soldados da Cidadela, dominada e tiranizada porImmortan Joe (Hugh Keays-Byrne), que usa seu poder sobre a água para dominar e sobrepujar os cidadãos desta comunidade. Quando uma pessoa de confiança foge, ele coloca todo o seu exército atrás dela. E Max? Se vê no meio dessa disputa – como sempre, inevitavelmente.

Juro que quero contar mais da história, mas se eu contar vou estragar todas as surpresas e posso acabar cortando algumas das emoções do filme. É legal você ir descobrindo as coisas conforme vai acontecendo – apesar de o trailer mostrar bastante do filme, vou deixá-los na curiosidade, ok?

mad2Como não poderia deixar de ser, Mad Max – Estrada da Fúria traz uma história maravilhosamente insana. O melhor de um mundo distópico pós-apocalíptico dominado pela loucura que só poderia ter saído da mente de George Miller mesmo. Com quase duas horas de ação ininterrupta! É sequencia atrás de sequencia de ótimas cenas de ação, com perseguições de carros alucinantes, e muito pouco tempo para se respirar. Sim, é maluco, é insano, e é muito bom! Mas, não pense você que pelo fato do filme ter ação do começo ao fim o filme é vazio de história ou conteúdo, pelo contrário. A história teve um roteiro muito bem desenvolvido, que dá muito destaque para as sequencias de ação, mas nem por isso peca na trama (que eu não vou dar muitos detalhes, mas é uma história digna de Mad Max, claro!). Aliás, fiquei bem surpresa com a história em si, que aliada às brilhantes atuações, ficou – posso dizer mais uma vez sem ser repetitiva? – insana!

E quando falamos da história temos que ter em mente que, sim, ela é chocante! É chocante, é triste, é louca, é muito real. Em Mad Max vemos o pior (e algumas vezes o melhor) do ser humano em um mundo sem lei e sem clemência. Um mundo devastado e dominado pela loucura. Um mundo que poderia se tornar real. Pense se algo parecido acontecesse no planeta agora, uma guerra que trouxesse devastação. A que ponto chegaríamos para sobreviver? É isto que George Miller explora em seus longas. Apesar do fundo um tanto triste e sem esperança, temos uma história muito forte e uma distopia única e original. O Futuro é dos loucos!

A impressão que tenho é que George Miller esperou todos estes 30 anos, armazenando energia e ideias para criar sua sequencia, sem deixar dúvida alguma de que não está para brincadeira! O melhor? Ele conseguiu fazer uma sequencia muito a frente dos demais filmes, sem perder a essência do mundo de Mad Max. Além da direção e do ótimo roteiro, um dos pontos fortes do longa é a fotografia, por John Seale – que trouxe referências da fotografia da trilogia original -, aliada a ótimos efeitos visuais de deixar o queixo caído. Coisas que seriam inconcebíveis há 30 anos atrás ganharam vida de uma forma fantástica. Estamos no mesmo mundo das trilogia original, mas nossos horizontes são ampliados de forma drástica e maravilhosa, criando mais dramaticidade e efeito que os filmes anteriores. Teve uma cena no meio de uma tempestade de areia que eu fiquei babando!

Enfim, só tenho uma coisa para te dizer: estou muito feliz que a franquia Mad Max está de volta. E que voltou em grande estilo! Espero que os próximos filmes sejam tão bons quanto este, pois eu assistirei com certeza! Este é um filme super recomendado para os fãs da série, e para aqueles que buscam um filme com uma história diferente e original. E posso te dizer uma coisa: vai, corre, ainda dá tempo de você ir assistir!

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