Livro Avareza – leia ainda hoje

você  já leu o Livro Avareza

Notícias sobre o apego aos bens materiais que prospera no alto clero da igreja vêm à tona desde o tempo de Dante, mas quase sempre na forma de rumores, desmentidos com veemência pela Cúria Romana.

Livro Avareza - leia ainda hoje
Livro Avareza – leia ainda hoje

O italiano Emiliano Fittipaldi, que cobre o tema para o jornal L’Espresso, foi além das suspeitas ao recolher com fontes confidenciais uma enorme quantidade de documentos internos do Vaticano.

Com acesso a gravações, relatórios e demonstrativos de ganhos e gastos, conseguiu desenhar os primeiros mapas do império financeiro da Igreja Católica.

Neste livro, o jornalista descreve os luxos permitidos aos cardeais em decorrência dos milhões arrecadados com fraudes, conta como a instituição acumulou quase 400 bilhões de euros em contas bancárias graças a doações de fiéis nunca repassadas aos pobres e revela até a existência de esquemas de pagamento para que um candidato a santo se torne beato.

A imensa repercussão deste Avareza na Itália fez com que, de investigador, seu autor passasse a ser investigado no Vatileaks, o escândalo envolvendo o vazamento de documentos secretos da igreja.

saiba mais sobre o autor

Um dia Fittipaldi recebeu uma estranha carta com uma lista de propriedades imobiliárias da Igreja em Londres, Paris e Roma avaliadas em 4 bilhões de euros (17 bilhões de reais). Investigou a fundo e conseguiu fazer várias fontes denunciarem um bom número de negócios obscuros da cúria vaticana.

Revelou tudo em suas reportagens publicadas pelo semanário L’Espresso e agora em Avarizia(Avareza), um livro que revela os segredos da Igreja e que pode lhe render oito anos de prisão por causa de um processo aberto contra ele. Emiliano Fittipaldi (Nápoles, 1974) é um dos jornalistas investigativos mais rigorosos e polêmicos da Itália. Seu livro, juntamente com Via Crucis, de Gianluigi Nuzzi receberam uma avalanche internacional de apoios. Ele está disposto a se defender. Por enquanto, decidiu enfrentar o risco da condenação. “Não posso permitir que fabriquem mentiras sobre mim sem as rebater”. Não compreende a ira do papa Francisco contra ele.

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